Amanda

Bom, meu nome, vocês sabem, é Amanda. Amanda Menezes de Souza. Antes, era Amanda Menezes Méris, mas, como meu nome mudou, eu botei Amanda Menezes de Souza. Pra onde eu for, é Amanda Menezes Méris ou Amanda Menezes de Souza. Mas no Pix, meu nome é outro. É Menezes de Souza, mas não tem o Amanda. Eu gosto do Amanda porque o Amanda me levou para frente. O Amanda me vitoriou em muitas coisas. O Amanda me me levou a conhecer Rio de Janeiro, São Paulo. O Amanda me fortaleceu. Eu sou uma mulher mais forte com esse nome, eu me sinto bem com ele (...)Por isso vai ser assim até o fim da vida, Amanda, amando e amando.

Quando eu fui pra prostituição, eu fui com um intuito: de ter algo, de conquistar algo: um bar, uma loja, um restaurante ou até mesmo um hotel. Eu sempre fui apaixonada pelo hotel da Praça do relógio da Matriz, desde quando eu cheguei naquela praça. Eu olhava pro hotel e eu dizia: eu vou ser dona de seu hotel, assim eu vou alugar ele, vou trabalhar, vou ajudar as mulheres de programa, vou dar lanche pra elas. Dia das mães eu vou comprar um presente pra elas, final de ano,  eu vou dar um rancho. E eu fiz, eu fiz tudo isso.

Eu tenho todo um cuidado com as toalhas do hotel. Eu tenho que renovar de dois em dois meses, em três, em três meses: tirando as usadas e vindo outras novas. É todo o cuidado para estender para que não caia nesse chão, porque as vezes esse chão eu limpo, às vezes não. Então, aí eu tenho todo um cuidado, tanto com minhas roupas que é do hotel e minha pessoal e das pessoas que moram aí, as pessoas que moram aí. Então, isso pra mim aqui tá parecendo que ela tá velhinha, tá, tá velhinha, mas se vc cheirar ela, ela tá bem. Bem macia e bem cheirosinha. Esse é o cuidado que eu tenho.